terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A Ditadura que mudou o Brasil – 50 anos do Golpe de 1964



Organizado por Daniel Aarão Reis, Marcelo Ridenti e Rodrigo Patto Sá Motta, o livro A Ditadura que mudou o Brasil – 50 anos do Golpe de 1964, da Editora Zahar traz um panorama muito rico do que foi o Golpe Militar e suas transformações para o país, que ainda mantém uma cicatriz aberta decorrido os 50 anos após a tomada do aparelho governamental pelos Militares.

O livro traz pesquisas bastante atuais, leitura imprescindível para os estudantes, historiadores e para o público geral que se interessa pela política brasileira. A obra é um convite para se refletir o passado e o presente com as conseqüências deixadas por um regime que propunha uma modernização conservadora autoritária, com a participação e apoio da sociedade civil. Entendem-se também como apoiadores aquela parcela da sociedade indiferente e omissa.  

A obra é objetiva e completa. Caminha de forma didática ao período histórico que antecedeu o Golpe, indo do Estado Novo de Getúlio Vargas, a política de JK, a renúncia de Jânio Quadros e o Golpe que tirou João Goulart do poder até os resquícios da Ditadura que perduram atualmente.

Primeiramente, a Ditadura Militar se instaurou com o objetivo de conter um suposto avanço do comunismo e impedir a corrupção com o suporte da classe empresarial, as oligarquias rurais, a classe média, instituições religiosas e a imprensa. Enquanto isso a esquerda estava divida em divergências quanto a maneira de se reverter o quadro político do país. Mas o Governo Militar não hesitou em prender, torturar, matar e exilar seus adversários dentro dos longos 21 anos em que permaneceram no comando.

O cenário econômico que marcou o período ditatorial foi de desenvolvimento à custa da democracia e com grande concentração de riquezas. Quem se beneficiou do milagre econômico não foi exatamente a massa populacional. E em 1985 o Brasil se encontrava endividado, com inflações exorbitantes e completamente ferido com seus mortos, feridos e desaparecidos.

É difícil sintetizar um livro que traça um panorama histórico de 21 anos de Ditadura Militar e as conseqüências posteriores ao regime, mas a obra é completa, elucida as características de cada período, não deixando nada passar despercebido. A sensação que fica quando se conclui o livro é de incômodo, pois não é possível fazer este mergulho em fatos do passado e não associá-los às feridas que ainda permanecem abertas e expostas.  




terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O que o dinheiro tem a ver com felicidade?



O que o dinheiro tem a ver com felicidade? NADA. Caso contrário, pessoas ricas não sofreriam. Mais um par de sapatos é só mais um par de sapatos, mesmo que você perceba isso daqui a um ano quando fizer uma faxina no guarda-roupa. Se existe uma coisa que eu não compreendo é a necessidade de afirmação pelo dinheiro. Não é preciso ser tão sensível para saber que ele pode comprar pacotes de viagens, um mestrado, um saco de jujubas ou uma conta luz e nunca, nunca poderá comprar afeto, relações, paz de espírito, sabedoria etc. Dinheiro é ótimo, resolve uma série de pepinos que nós mesmos arrumamos para a nossa vida, mas ele jamais será a redenção. Como isso ainda não é óbvio?! Apelando para o clichê: o dinheiro não compra felicidade. Existe um estudo científico que compara o nível de felicidade de uma pessoa que ficou paraplégica e quem ganhou na mega-sena em um ano. Para o espanto da nação, os dois tipos de pessoa têm o mesmo nível de felicidade. Leia na íntegra aqui: 

Há quem se orgulhe que sua consulta custe 200 reais por 50 minutos e que isso seja a verdadeira realização, poderia até ser se não houvesse a necessidade de esfregar isso para o mundo. Acho engraçadíssimo uma pessoa querer mostrar uma imagem de bem sucedida debaixo da asa dos outros, sem conquistar o mínimo de auto-suficiência e autonomia com a própria vida. Xuxa ganha mais do que isso apresentando um programa tosco. Quem é muito bom no que faz e muito bem remunerado não tem o péssimo hábito de soprar isso ao vento ou jogar isso na cara dos outros. Essa forma exagerada de se enxergar é a manifestação de um ego ferido, invejoso e mal resolvido – grandes máscaras para esconder a falta de amor que sentem por si mesmos. Escrevo tudo isso por ter vivenciado uma situação completamente insana relacionada com uma pessoa altiva, soberba e ignorante da minha própria família, o que me faz crer que até mesmo a família nós podemos escolher. Consangüinidade não move absolutamente nada em termos de empatia e amor. Todas as relações são construções de afeto ou desafeto, quer façam parte da sua genealogia ou não.

Conheço pessoas com doutorado, ricas e humildes. Conheço pessoas com mestrado, bem de vida e humildes. Conheço pessoas com mestrado, que pensa ter uma condição que não tem e soberbas. Conheço pessoas com ensino fundamental incompleto, ricas e humildes. Assim como o inverso de tudo isso. A questão não é o nível de escolaridade ou saldo da conta bancária, é a HUMANIDADE que habita dentro de cada um. Valores que adquirimos com as nossas vivências.

Tudo isso é só um reflexo da educação que recebemos. Fomos educados a competir um com os outros pelo viés materialista, o pior tipo de educação que um indivíduo pode ter na vida. E eu caminho no sentido oposto a isso, os valores que eu aprendi dentro da casa da minha mãe são inversos a tudo isso. Não bajulo ninguém. Ela me ensinou a respeitar as pessoas e valorizar a felicidade, não o dinheiro. Por esta educação que eu recebi é que hoje eu prefiro colecionar momentos incríveis com pessoas queridas do que dinheiro na poupança. O que eu ganho é o suficiente para custear minhas despesas, parcas extravagâncias, e sou muito feliz assim. Tenho minha casa, minha filha, meu marido, pessoas queridas, uma piscina de plástico no quintal para os dias mais quentes, meus livros na estante, muitos sonhos e problemas como qualquer outra pessoa. 

O problema não é dinheiro em si, mas na dificuldade do homem se relacionar com ele. A soberba é uma enfermidade a ser tratada, pelo amor ou pela dor. Quem gosta de exibir segurança no que faz geralmente esconde uma tremenda dificuldade em sua tomada de decisões. Do lado oposto da soberba mora a humildade, uma virtude que só quem possui autoconhecimento pode ter.

Para finalizar, como já disse Arnaldo Antunes: dinheiro é um pedaço de papel.





quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Reflexões sobre 2014


Para onde for sua atenção é ali que a vida irá crescer. Assim você cria as circunstâncias que virão ao seu encontro. Pergunte a si mesmo: o que me esvazia e o que me preenche? Desvie a atenção das áreas que drenam seu poder. Descubra o que faz seu coração bater mais forte e coloque sua energia naquilo. Descubra seu propósito e essa será a sua paixão. Então não haverá tempo para que ervas daninhas reivindiquem sua atenção.
Dadi Janki

Hoje, ao acordar, li esta mensagem e ela ressoou dentro de mim, pois depois de tanto tempo finalmente venho fazendo coisas e cultivando hábitos que realmente fazem meu coração bater mais forte e enxergar um sentido na minha existência, mesmo que ele não seja tão abrangente quanto eu gostaria que fosse, mas já é um caminho. Após a pequena leitura comecei a pensar no meu ano e como ele foi confuso e ao mesmo tempo libertador.

2014 foi um ano muito difícil, não só para mim e na esfera geográfica do meu umbigo, mas para muitas pessoas. Talvez seja Saturno, colocando pressão para mudarmos os degraus da escada e das perspectivas do olhar. Entre crises existenciais e rompimentos, entre novos caminhos e dificuldades, a notícia é que 2014 continua até março de 2015, até lá nosso papel é segurar os forninhos como a pequena Giovana.  Paciência talvez seja a palavra-chave.

Durante algum tempo vaguei procurando este propósito e ele veio na forma em que eu mais gosto de colocar minhas energias: no estudo, no conhecimento, no processo dialético que ele coloca os indivíduos de se construírem destruindo alicerces antigos. A licenciatura de História chegou como um projeto de vida e mesmo ainda no inicio de toda a jornada já sinto o quanto ela provocou mudanças dentro de mim. Uma delas é sair do reino do achismo, da opinião. Elas pouco interessam e em nada mudam os fatos, exceto pelas energias de ânimo ou mal estar (sua ressonância mais óbvia).  Isso justifica minha parca produção no blog este ano, que surgiu sem meta, tomou um rumo e provavelmente irá tomar outro. Não é possível fazer mergulhos profundos sem deixar que as mudanças naturais aconteçam por si mesmas e se tentarmos impedir isso certamente não valerá de nada o esforço.

Neste tempo que em me formei em jornalismo e comecei a fazer história foram 3 anos. 3 anos sem estudar, sem aquelas cobranças intelectuais que para mim sempre foi um desafio e um prazer. Pela primeira vez tenho uma ambição, tenho o desejo de ser muito boa no que eu estou fazendo. Observei que nesses 3 anos minhas palavras murcharam e eu não posso ficar sem estudar, pois não estudar é não conhecer o que ainda está obscurecido. É padecer num reducionismo, num achismo completamente sem fundamento, irracional e ilógico. Achar que sabe tudo é pior soberba que um ser humano pode cometer contra si mesmo.  É como recusar que as nossas potencialidades sejam desenvolvidas em prol de qualquer outra coisa do mundo real que nos torna mecânicos - máquinas a reproduzir aquilo que óbvio deseja.  Dentro da mediocridade humana que predomina e se apossa dos pensamentos, é papel de cada um, em sua individualidade própria encontrar subsídios que façam emergir além da superfície. Não é uma tarefa fácil, mas é ela que confere sentido e valor a nossa existência.  

Voltando a reflexão de 2014 e como ela fez uma tremenda dança das cadeiras, hoje me ponho a estar nos lugares e com pessoas que no interlúdio da ausência faz com que meu coração vibre em estar próxima, dos geograficamente distantes e próximos. Ironia da vida, quem você mais gostaria da presença é quem está em momentos esporádicos com você, talvez isso crie uma áurea mágica nas pessoas.  Isso, entretanto, não fez com que eu desvalorizasse os que estão próximos, são eles que dão a alegria do dia, a cor vibrante mesmo quando tudo amanhece em tom pastel sob a nuvem furtiva da saudade. Tenho primado pela qualidade de todos esses encontros e que eles possam ir além de conversas tolas sobre a meteorologia. Isso necessariamente também incluiu um certo recolhimento meu das redes sociais após as eleições. Foi muito desgaste emocional para pouca coisa. A cada dia venho ficando mais distante do virtual e mais presente na realidade, seja olhando a Kalindi dançar na sala, ou lendo meus livros (que estão se acumulando na estante) ou fazendo uma coisa diferente para jantarmos. Tenho preguiça, muita preguiça de olhar a timeline do Facebook, de responder as inúmeras mensagens de whatsapp (sobretudo as dos grupos que atropelam o irrelevante) e de me fazer presente para perfis. Venho acessado de forma objetiva as páginas do meu trabalho, mas sem grande envolvimento e perda de tempo com o que não interessa. Perdi a vontade. Estou fechada para balanço. F5.

 2014, sobretudo seu inicio, foi o ano do cansaço para mim. Cansaço de fazer as mesmas coisas, de ouvir as mesmas ladainhas e não ver o cenário mudar. Acontece que neste ínterim eu mudei, mudei muito. Perdi o medo de todas as coisas que me assombravam e isso me deu coragem para assumir quem realmente sou e todas minhas características que vão ao desencontro do socialmente aceitável.  Não desejo ferir, nem machucar ninguém, mas também não estou disposta a agradar sufocando a mim mesma. Assim como me vejo muito mais aberta a vivências e desafios do que outrora, aceitando minha alma cigana que por algum tempo foi sufocada pela mesmice dos dias.

Sou grata ao universo e a dinâmica da vida por ter postos pessoas no meu caminho e tirado outras. Axé?! Axé! Mãos invisíveis que não são nem tão mãos e nem tão invisíveis quanto a própria natureza do devir. Assim foi (e está sendo) 2014, tirando coisas do caminho, colocando tantas outras, desde obstáculos a mais livros para que eu pudesse de forma criativa encontrar o instante de paz no meio do caos. Entre forças de determinação e preguiça vou guiando meu corpo a este novo propósito e esperando que 2015 seja mais ameno.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mate-me quando quiser, Anita Deak


Hoje vou escrever a resenha do livro Mate-me quando quiser, da escritora e jornalista Anita Deak. Desde que a conheci fui seduzida por suas palavras, sempre tão certeiras e envolventes e quando soube do lançamento do livro me roí de curiosidade para lê-lo. O enredo já é diferente de tudo o que habita o imaginário comum, a personagem principal (nem tão principal assim com o desenrolar da história) contrata um matador chamado Soares para tirar sua própria vida. Ela paga, manda uma passagem para Barcelona, o local onde quer viver seus últimos instantes, e pede que o serviço seja feito dentro de 4 meses.



Acontece que mais 3 personagens entram na história e mudam a perspectiva de vida da Mulher e do próprio matador.  A história de todos eles se cruzam, se extrapolam. Neste ínterim onde todo o desenrolar da narrativa transcorre, somos transportados para dentro deste cenário e fica difícil sair, o que me explica ter engolido o livro em um pouco mais de 24h. Minha madrugada foi embalada pelas palavras da escritora Anita Deak, que usa os diálogos dos personagens de maneira sutil, poética e emblemática para nos falar de escolhas, de possibilidades, surpresas numa delicadeza estética sem fim.




Temos muitas leituras dentro de um único livro habitando a vida das 5 pessoas que se envolveram na trajetória de suicídio (ou tentativa) da Mulher. Nós, leitores, somos agraciados com diálogos ricos que nos convidam a uma reflexão sobre a fé, o conceito de família e sentimentos.

Por se tratar de um livro extremamente dinâmico e cheio de mistérios, não cabe a mim contar sobre o desenvolvimento da história. É preciso lê-lo. Urgente. Foi assim que ele chegou até a mim, de maneira urgente. Tão urgente que o correio chegou e fui até a padaria sentar, tomar um café e ler, ler até quando o relógio se mostrasse meu amigo.

E encerro esta resenha assim, dizendo para vocês que o “Mate-me quando quiser” é mágico. Ele te transporta, ele te faz viajar, trabalha com todo o seu repertório imaginativo. Recomendo a leitura para ontem!


Você pode adquirir o livro pela Saraiva, clicando aqui. 


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Felicidade e esquecimento



Você é feliz? Do que precisamos para sermos pessoas felizes? Mais viagens? Mais dinheiro? Mais relacionamentos plenos? Mais sucesso? Mais paz de espírito? Nietzsche diz que para sermos felizes precisamos nos esquecer, onde no êxtase da felicidade nós nos esquecemos de tudo.

Abaixo segue alguns trechos do livro Segunda consideração intempestiva: da utilidade e desvantagem da história para a vida.

 “Quem pode se instalar no limiar do instante, esquecendo todo o passado, quem não consegue firmar pé em um ponto como uma divindade da vitória sem vertigem e sem medo, nunca saberá o que é felicidade, e ainda pior: nunca fará algo que torne os outros felizes.”

“Um homem que quisesse sempre sentir apenas historicamente seria semelhante ao que se obrigasse abster-se de dormir.”

“Penso que esta força crescendo singularmente a partir de si mesma, transformando e incorporando o que é estranho e passado, curando feridas, restabelecendo o perdido, reconstituindo por si mesmo as formas partidas. Há homens que possuem tão pouco esta força que, em uma única vivência, em uma única dor, freqüentemente mesmo em uma única e sutil injustiça, se esvaem incuravelmente em sangue como que através de um pequenino corte.”

“E isto é uma lei universal: cada vivente só pode tornar-se saudável, forte e frutífero no interior de um horizonte; se ele é incapaz de traçar um horizonte em torno de si, e, em contra partida, se ele pensa demasiado em si mesmo para incluir no interior do próprio olhar um olhar estranho, então definha e decai lenta ou precipitadamente em seu caso oportuno.”


É impossível ser feliz sem o esquecimento. Desapegue-se de tudo o que não faz bem, das más recordações e tudo o que consome sua energia. Deixe ir o que passou para que novos horizontes possam ser observados. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Sobre Educação e professores


Já tem algum tempo que eu queria escrever sobre Educação. Esse tema tem batido muitas vezes em minha porta, tanto por conta da maternidade, como pela licenciatura que estou cursando. 

Acredito que o papel do educador é de suma importância e precisa sempre ser revisado. Hoje é muito comum que os pais enxerguem a escola apenas como um depósito de crianças, e que lá ele será educado, ensinado e preparado para o mundo. Família e escola precisam caminhar juntas. Assim como é o papel da escola desenvolver a autonomia da criança, também é dever dos pais, por isso a prática pedagógica precisa estar em sintonia com as convicções da família.


Sendo a passagem da infância uma etapa primordial no desenvolvimento do ser humano, todo o cuidado é pouco com o que é ensinado nas escolas. Quando puderem leiam este texto do Arnaldo Preto sobre o ciclo de sete anos. Mas vou colocar uma passagem que achei fantástica:

Aqueles primeiros sete anos são os anos em que você é condicionado, é preenchido com todos os tipos de idéias que irão atormentá-lo ao longo de toda a sua vida, que irão distraí-lo de sua potencialidade, que irão corrompê-lo, que nunca irão lhe permitir ver claramente. Elas sempre virão como nuvens diante de seus olhos e irão fazer com que tudo fique confuso. As coisas são claras, muito claras. A existência é absolutamente clara. Mas os seus olhos têm camadas e mais camadas de poeira. 

E toda essa poeira foi arranjada nos primeiros sete anos de sua vida, quando você era tão inocente, tão confiante, que qualquer coisa que lhe fosse dita você aceitava como sendo verdadeira. E mais tarde, será muito difícil você descobrir tudo aquilo que entrou em seus alicerces. Terá se tornado quase parte de seu sangue, ossos, de sua própria medula. Você perguntará mil outras questões, mas você nunca perguntará a respeito dos alicerces básicos de suas crenças. 

A primeira expressão de amor para com a criança é deixá-la absolutamente inocente em seus primeiros sete anos, sem condicionamento, deixá-la por sete anos completamente selvagem, uma pagã. Ela não deveria ser convertida ao hinduismo, ao islamismo, ao cristianismo. Qualquer um que esteja tentando converter a criança, não tem compaixão, é cruel, está contaminando a própria alma de um viçoso recém-chegado. Antes mesmo que a criança tenha formulado perguntas, ela já terá recebido respostas com filosofias , dogmas e ideologias pré-fabricadas. Essa é uma situação muito estranha. A criança não perguntou a respeito de Deus e você já está lhe ensinando.  Por que tanta impaciência? Espere!

 Se algum dia a criança demonstrar interesse por Deus e começar a perguntar a respeito, então tente dizer a ela não apenas a sua idéia sobre Deus, porque ninguém tem qualquer monopólio. Coloque diante dela todas as idéias de Deus que estiveram presentes em diferentes povos, em épocas diferentes, por religiões, culturas e civilizações diferentes. E lhe diga: 'Você pode escolher dentre essas aquela que mais lhe atrai. Ou você pode inventar a sua própria, se nenhuma estiver adequada. Se todas lhe parecerem defeituosas, e você achar que pode ter uma idéia melhor, então invente a sua própria. Ou se você achar que não há jeito de inventar uma idéia sem falhas, então abandone toda essa história, ela não é necessária. Um homem pode viver sem Deus.' 

Não há qualquer necessidade de que o filho tenha que concordar com o pai. Na verdade parece muito melhor que ele não tenha que concordar. É assim que a evolução acontece.


Tudo tem seu tempo.

É o papel da escola e dos pais reconhecer a diversidade do ser humano e capacitar os pequenos a não se estranharem nas diferenças, para que estes sejam adultos esclarecidos, livres de preconceitos e aptos para escolherem por si mesmos, prontos para fazer uso de sua própria razão e sensibilidade. O conhecimento não pode esbarrar em obstáculos e retornar, não pode se acuar em zonas desconhecidas e intocadas. Tudo pode e deve ser discutido, falado, pensado, de acordo com o desenvolvimento de cada um.

Precisamos respeitar o tempo da criança. Ela terá tempo para apreender o mundo, não é necessário - e na verdade é assustador - mergulhar uma inocente criança num mundo de dogmas. Sejam eles religiosos ou políticos. Nosso papel consiste em prepará-la, oferecendo autonomia e liberdade para que ela possa pensar por si mesma, observar suas potencialidades e dificuldades, auxiliar na caminhada, mas sempre deixando que eles caminhem, mesmo que isso signifique alguns escorregões. Prepará-los para a vida e não para o vestibular ou o mercado de trabalho.

Sabemos que este modelo de educação que perdura ainda na grande parte das escolas falhou. Não podemos mais pensar que aprender é decorar eventos, fórmulas e datas. Isso só fez com que as pessoas não aprendessem a desenvolver suas próprias ideias. Não somos sujeitos no mundo, somos sujeitos que criam o mundo.

Pensem nestes ciclos de 7 anos. Pensem sempre. Respeitem.

Hoje é dia dos professores, e por isso, gostaria de lembrá-los que todos nós somos professores, mesmo não encarando uma sala de aula. Simplesmente tudo o que comunicamos aos outros e tudo o que chega até nós são expressões de um conhecimento, seja ele adquirido por métodos empíricos ou não, e eles se propagam, ecoam. Somos responsáveis por isso.

Tudo o que é dever da escola também é dever dos pais. 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Resultado do Sorteio "A arte da Vida"

Olá, amigos! Bom dia! 
Hoje é o dia do sorteio do livro "A arte de Viver", do Bauman! 
Foram 257 inscrições válidas! 

E o número sorteado foi....



Parabéns, Gustavo Rosa! Você tem até segunda-feira (6/10) para responder meu email. 

Caso  sorteado não responda vamos sortear outro número aqui! ;)

Obrigada a todos que participaram! 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

A República de Platão, por Alain Badiou


A filosofia é um tema que muito me interessa, pois coloca em perspectiva toda a busca pela sabedoria e pela “verdade”, mesmo que de fato não se alcance. Quando recebi o livro “A República de Platão”, por Alain Badiou sabia que teria uma grande empreitada pela frente.  Sendo Platão um dos filósofos mais discutidos e analisados, seus temas ainda são contemporâneos e o que Alain Badiou fez foi trazer Platão como um indivíduo da nossa época, dialogando com eventos próximos da nossa realidade sem cair em um anacronismo.

O resultado não é uma tradução da obra de Platão, muito menos uma distorção de sua obra, mas todo o mel da filosofia platônica fica em evidência em uma roupagem atual. Temos até uma Amanda na polis que dialoga incessantemente com o filósofo e a famosa Caverna de Platão se torna um cinema. A tecnologia e seus abusos são temas recorrentes entre os personagens.

Ainda estou caminhando na leitura do livro, mas posso adiantar que a história é uma forma nova de tratar as utopias da humanidade, como a cidade ideal, o conceito de justiça tão fortemente pensado e discutido pelo filósofo e, é claro, uma maneira peculiar ver Sócrates e de se pensar os eventos contemporâneos sob a ótica filosófica de Platão.  O livro continua sendo um texto provocativo, onde o leitor caminha junto com seus personagens do desenvolvimento das ideias, mas com o cenário cultural familiar dos nossos tempos.

Fica em evidência não só a forma e o método de como Platão pensava, mas também toda a erudição de Alain Badiou, que conduz a narrativa numa jornada saborosa, intrigante e muito longe de ser cansativo.



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sorteio do livro "A arte da Vida", do Bauman.



Olá, amigos!
Vocês acompanharam aqui no blog as resenhas do livro "A arte da Vida", do sociólogo Zygmunt Bauman, da Editora Zahar. Para quem quem não leu, segue aqui os links:

A Arte da Vida (1)

A arte da Vida (2)

O livro apresenta um estudo bastante rico sobre a felicidade e como essa busca acontece na contemporaneidade. Sugiro que leiam as duas resenhas.

Para a felicidade geral, a Editora Zahar, disponibilizou um exemplar do livro "A arte da Vida" para sortearmos aqui no blog. Para participar é fácil! Basta preencher o formulário abaixo e boa sorte! ;)

Resultado: 1º de Outubro.

OBS: SERÁ DESCLASSIFICADO QUEM PREENCHER O FORMULÁRIO MAIS DE UMA VEZ.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Valorize quem te valoriza



Por que algumas pessoas insistem em valorizar quem não está nem ai para elas? Dar importância para quem não te valoriza é gostar de ser desprezado. Valorize quem te valoriza.  Pessoas que te procuram só quando precisam não merecem muita atenção, muito crédito, muito tempo seu. 

Não podemos permitir que as pessoas usem a gente, nosso tempo precioso apenas para atender suas finalidades. Se você considera amigo quem te procura apenas quando precisa, vai morrer na praia. Isso é amor próprio, é amar e valorizar quem está do nosso lado.

Ame as pessoas que estão do seu lado nos momentos simples da vida. Infelizmente existem pessoas, mas creio que seja uma parcela pequena, que apenas usam nossa presença para passar o tempo delas.

A amizade é uma relação complexa, porque podemos não estar juntos fisicamente em boa parte do tempo, mas sabemos reconhecer quem são eles. Amizade é reciprocidade. São doações do que cada um tem de melhor. Lealdade, companheirismo, amor, preocupação. Amizade é troca. Onde só um dá não é amizade. Não prestigie quem usa você. 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A arte da vida (2)


Conclui a leitura do livro “A arte da vida”, do sociólogo Bauman, entre fichamentos, espantos e reconhecimento, compartilho com vocês a última resenha da obra e os aspectos de maior relevância pra mim. É importante ressaltar que Bauman problematiza muito mais a questão da felicidade do que propriamente apresenta soluções.

O livro fala sobre a felicidade na era contemporânea e como nossa sociedade líquido-moderna faz para tentar alcançar este estado. Bauman enfatiza que dentro de todas as nossas possibilidades, que hoje se apresentam como infinitas, precisamos investir toda a energia e atenção no nosso projeto de vida. E o fato de que nossas decisões não estão livres de riscos, devemos aprender a aceitar a incerteza da vida e tentar sempre o impossível.  Mas a realidade é que ninguém, ou uma parcela muito ínfima de indivíduos, quer como pré-requisito da felicidade o trabalho árduo, a abnegação ou o auto-sacríficio, preferem ser levados pelo conforto das facilidades, o que nem sempre conduz ao caminho da realização.

“Pessoas persistentes, determinadas e corajosas ainda podem fazer com que seus corações e mentes sigam a sugestão de Sartre. Mas, sabendo ter escolhi uma tarefa desanimadora, sem garantia, nem mesmo uma esperança razoavelmente realista, de concuí-la, devem estar cientes de que a tarefa é mesmo desanimadora. Devem avaliar a força de sua dedicação em relação à severidade dos testes. Essas pessoas (assim como o resto de nós) devem estar conscientes de que, enquanto durar a peregrinação, as condições de viagem tenderão a permanecer muito semelhantes às atuais: caracterizadas pela incurável fragilidade das posições sociais e fontes de subsistência, pela sensibilidade irritadiça dos vínculos inter-humanos, pela mutabilidade camaleônica dos valores ambicionados e dos assuntos recomendados pela opinião pública como dignos de atenção e esforço.”  

Para ao menos viver uma vida feliz precisamos de propósitos, que depois de identificados, devem ser perseguidos, como uma meta. Tendo consciência de que TODOS os caminhos são espaços de obstáculos, então é melhor trilhar aquele nos conduz a felicidade, já que muitas vezes a caminhada é mais repleta de sentido do que o objetivo em si. E  a opinião da maioria não deve exercer relevância quando sabemos para onde queremos chegar. Muitos são os apelos midiáticos e consumistas que vão nos ludibriando do caminho escolhido, apontando para uma vida na superfície. 

Bauman coloca uma questão muito pertinente para os tempos atuais:  a felicidade individual e o outro.  Hoje temos uma posição mais individualista e repetimos mantras do tipo “mereço isso”, “devo isso”, e a busca por uma vida feliz se restringe ao campo individual, isentando a responsabilidade do Outro.O que me lembrou de outro livro da Editora Zahar que li chamado “Sobre a arte de Viver”,do filósofo Roman Krznaric. Estamos isolados uns dos outros num planeta interconectado, e enquanto isso perdurar seremos apenas mantenedores egocêntricos de nossa felicidade.

Para finalizar, Bauman sugere a prática dos quatro C na busca pela felicidade: Continuidade, Constância, Consistência e Coerência.


“A felicidade, para relembrar o diagnóstico de Kant é um ideal não da razão, mas da imaginação.” (BAUMAN, 2008. P.173)


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A arte da Vida (1)



A arte da Vida é um livro do Zygmunt Bauman, que apresenta um estudo sociológico acerca da felicidade no momento contemporâneo. Como a obra induz a muitas reflexões vou dividir a resenha em partes, para que haja mais completude.

O primeiro capítulo e a introdução focam especificamente no conceito moderno de que aumentando a renda das pessoas, estas experimentariam maior contentamento. Porém, como se é esperado, não é exatamente isso que faz as pessoas mais felizes. Acredite. Os excessos trazem a incerteza e a insegurança, grandes minadores do estado de felicidade. Uma vez privados da liberdade, o indivíduo se sente aprisionado no seu montante de capital.

"O consumo não leva à certeza e à saciedade. O bastante nunca bastará."

Traçando uma análise das formas de se alcançar a felicidade e como elas são substituídas ao longo do tempo, Bauman destaca o consumismo, como a grande chave do capitalismo para ludibriar as pessoas que consumindo elas terão mais satisfação pessoal, porém o que vemos é que estas se tornam reféns do escapismo da moda e de sua liquidez, uma vez que elas estão em constante transformação substituindo seus valores a cada estação.

"Um dos efeitos mais seminais de se igualar a felicidade à compra de mercadorias, que se espera que gerem felicidade, é afastar a probabilidade de a busca da felicidade algum dia chegar ao fim. Essa busca nunca vai terminar - seu desfecho equivaleria ao fim da felicidade como tal"

Bauman enfatiza que nossas vidas são obras de arte e reforça a responsabilidade de cada um de apropriar-se do seu projeto de vida e tentar sempre o impossível, uma vez que a incerteza é o habitat natural do humano.Um dos caminhos de se alcançar isso é desviar do peso esmagador da maioria que dita o que devemos fazer e como.

Para que possamos encontrar a tal da felicidade (não aquela que parece residir sempre além do horizonte e inalcançável), precisamos nos libertar do olhar do outro, da necessidade de ser visto, adorado e estimado. Senão fizermos isso seremos eternos prisioneiros, buscando na comparação e competição estarmos a frente das demais pessoas, o que nem de perto traz felicidade, apenas a saciedade do ego e muito rapidamente a frustração e o ressentimento por não ter suprido as expectativas alheias.


terça-feira, 29 de julho de 2014

Autoconhecimento, reflexão e responsabilidade





Todos têm a responsabilidade de pensar. Damos atenção demais para as certezas do senso comum e esquecemos, seja por desatentação ou preguiça, que podemos por nossos próprios métodos refletir acerca dos questionamentos da vida, e que isso não são privilégios de autoridades, mestres e doutores, psicólogos, jornalistas e tantas outras pessoas que tem o poder facilitador de conduzir os ditames. 

Nem todo o pensamento deve ser levado em consideração, sobretudo de indivíduos que são levados pela correnteza do rio. Quem disse que a maioria está certa? A maioria acredita que um salário alto é o que determina a satisfação do trabalho; a maioria acredita que todo o bandido é negro, que pobre é preguiçoso, que a mulher deve casar e ser uma mãe de família, que o homem deve ser o provedor de uma casa. Entre essas e o infinito de propagações sem sentido, o pensamento dessa maioria não deve ser levado em consideração, pois uma das características mais predominantes e visíveis do senso comum é a vocação para manter a tradição, a ausência de reflexão e reprodução automática do que os meios de comunicação de massa mostram como “real” e “verdadeiro”, discursos preconceituosos baseados em estereótipos bastante particulares e até mesmo pessoais. 

Autoconhecimento chega através de inúmeras e profundas reflexões, e não nas experiências limitadas de outras pessoas. Para sair de um estágio primário de argumentação é necessário derrubar (no sentido metafórico, é claro) a barreira que o senso comum cria no entorno do seu pensamento, para que você possa de maneira plena e livre tirar suas próprias conclusões. Lembrando que para isso você não precisa ignorar o que vem de fora, isso é impossível e desnecessário. Basta um bom filtro nos ouvidos, consciência, autoconfiança e esforço. 
E reforçando a primeira frase do texto: todos têm a responsabilidade de refletir com suas próprias cabeças.

"Esclarecimento é a saída do ser humano da menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso do seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O ser humano é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na fala de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem de fazer uso do teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento." KANT 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O destino é só um palpite!



Nascemos, vivemos e morremos. Pode ser que esta seja nossa única certeza. Ou não. No rio dos acontecimentos da vida, muitas vezes nos questionamos se existe ou não destino, se tínhamos que passar por determinada situação ou não. A verdade é que não existe Verdade, e cada um acaba acreditando naquilo que compõe todo o seu repertório de vivências. 

Eu, particularmente, acredito que todas as adversidades superadas (ou não) e vitórias conquistadas são partes indispensáveis do nosso aprendizado aqui nesta Terra. Daí o motivo de algumas pessoas creem em coisas que você não crê e vice-versa.  E tudo isso determina o tipo de individuo que você é.

Não precisa ser cigana para saber que tudo o que a gente faz ecoa, tem conseqüências. Daí o destino. Mas ele é só um palpite, você não precisa se amarrar em situações só por que faz parte do seu destino, pois também é o nosso papel saber desatar os nós.  Faz parte do destino desviar de obstáculos, fazer o retorno, escolher outros caminhos e traçar planos ousados.

Dispensem a musiquinha piegas ao fundo e vejam este vídeo. Que menino esperto e sensível. Ele só endossa minha teoria que as almas que estão chegando neste planeta é que vão ajudar nessa transformação.



O que você quer que sua vida seja? A resposta é você, suas ações, como você se posiciona no mundo e perante a si mesmo no espelho. Nós temos a vida que construímos, e podemos desconstruir tudo a qualquer momento quando temos a sensibilidade de perceber que o caminho que escolhemos lá no início estava errado. O tempo passou. Alicerces muito fortes foram construídos na base. Mas e daí? Destrua tudo para poder se reconstruir. É óbvio que não é uma tarefa simples. Ela é dolorosa, vamos nos esbarrar em espinhos muitas vezes, mas no final podemos sentir o alívio. Embora cansados, perceberemos que toda a jornada valeu a pena.  O importante é termos consciência da responsabilidade que cada escolha carrega e não temer.


O medo é um sentimento que a gente deve deixá-lo de lado. Ele é a desculpa dos preguiçosos disfarçados no manto da cautela.  Cada um dentro de si sabe exatamente como as coisas devem ser feitas, sabe o que faz o coração vibrar. E precisamos escolher sempre o que faz vibrar, não o que definha.  É claro que passamos por momentos de dúvida e indecisão, mas o medo deve ser sempre posto para fora do foro íntimo, para que ele não atrapalhe colocando suas amarras em nossos pés.


Quem vos escreve hoje é o meu alterego sagitariano pulsante. 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O hiato entre vida e morte


É muito comum ouvir por ai que nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Quem entoa isso feito mantra, acaba se esquecendo que nesse intervalo entre nascer e a morrer existe um hiato chamado vida. E ninguém vive em absoluta reclusão, muito menos seria feliz assim.

Obviamente que passamos por ciclos que necessitamos nos reconstruir e entrar no nosso casulo para amadurecer certas reflexões, mas isso não significa que sabedoria é permanecer na caverna interior. Sabedoria é se relacionar com o mundo e manter sua caverna; trocar experiências com as outras pessoas e ter a humildade de aprender com elas.

Vide Buda e Jesus, que souberam fazer isso com tanta maestria que seria um grande egoísmo se recolher com tanta coisa para ensinar ao mundo. A evolução é sempre uma experiência em conjunto e compartilhada. Experimenta mais doses de felicidade e alegria quem se movimenta, quem saboreia das boas companhias.

Acredito que podemos escolher entre fazer uma jornada solitária ou não. Eu, particularmente, penso neste momento, que ao sairmos da nossa própria esfera egóica podemos aprender mais e sermos mais felizes. Quando somos expansivos na nossa reclusão nos tornamos egoístas e não sabemos mais como se relacionar com o mundo, muito menos como aprender e trocar com ele. 


Creio no silêncio e na paz interior, mas creio com muito mais força que juntos podemos mais. E nem precisa deixar de lado os seus momentos de solidão, de solitude, de silêncio e de paz, basta harmonizar os pólos. 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Os hábitos das pessoas felizes





Muito me interessa tudo que fale sobre a felicidade, pois essa é uma busca quase universal. Quem não está buscando mais sentido e envolvimento nas coisas que fazem? Hoje recebi esse texto que fala sobre os hábitos que as pessoas felizes têm.  É bom conhecê-los para ver se na sua vida eles existem de fato e o que você pode incluir na sua rotina para ter dias mais plenos de sentido. 


Pessoas felizes se cercam de pessoas felizes, porque a alegria é contagiante! Ontem mesmo estava conversando isso com uma amiga. E simplesmente existem pessoas que fazem questão de serem desagradáveis, de poupar sorrisos, elogios e tudo o mais que forme um arco-íris.  É fácil detectar uma pessoa assim, eu e minha mãe tivemos essa experiência no INSS, com uma funcionária muito da rabugenta que nos atendeu mal em todas as vezes que fomos lá.
Pessoas felizes se recuperam dos seus tombos e traumas. Elas sofrem quedas, decepções, choram, mas sabem se levantar e continuar a jornada. Isso é tudo! “Caia sete vezes e levante oito”.  A vida é tão curtinha, mal dura 100 anos. Por que não tentar sempre? Um dia tudo isso acaba. 

Pessoas felizes sabem aproveitar os prazeres pequenos. Ver o sol se pôr, mudar o itinenário, tomar um café, sentar, fazer nada sem culpa, etc, etc, etc.
E o melhor, o melhor de todos eles, que é trocar os monólogos cinza de elevador por conversas profundas.  Corajosamente dizer tudo aquilo que sentimos, compartilhar de forma leve e profunda (ó paradoxo) os nossos pensamentos. Trocar experiências reais, crescer e aprender com as conversas e deixar o “acho que vai chover hoje” para depois, só por hoje.
Pessoas felizes priorizam as conexões pessoais, são otimistas, sabem enxergar o lado positivo das situações adversas e grotescas. Preocupam-se com o outro, mas sem invadir a sua vida e suas escolhas.  Elas se desplugam com facilidade, olham para o lado espiritual das coisas e tem bom gosto musical! Sim! E não sou eu que estou falando, é o tal do estudo que você precisa ler na íntegra.
Crlt C Crlt V:
“Após explorar o que traz a satisfação definitiva, Seligman se disse surpreso. Buscar o prazer, determinaram as pesquisas, não contribui quase nada para a satisfação duradoura. O prazer é o “chantilly e a cereja” que dão um toque adocicado para as vidas baseadas na procura do sentido e do envolvimento”
A vida pode ter prazer, mas ele não é sozinho a essência da felicidade.