quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A difícil tarefa de admitir seus próprios erros


Os erros fazem parte de todos que se propõem a construir algo, mesmo que seja contra a nossa vontade e esforço. O ego, esse pavão bonitinho que mora dentro de todos nós, é sempre o primeiro a impor os obstáculos quando a tarefa é admitir os erros. Nem mesmo as máquinas são perfeitas, por qual razão julgaríamos que nós, demasiado humanos que somos (parafraseando Nietzsche), não estaríamos sujeitos a equívocos?! Pretensão boba. O ideal é caminhar com a consciência de que eles são inevitáveis e fazem parte de nossa jornada evolutiva. Aprendemos, erramos, tentamos, mas a humildade deve ser a chave mestra, já que reconhecer o erro não é tão comum quanto cometê-lo.

A humildade, uma das mais raras e nobres virtudes, não é tão acessível ao ser humano. Mas quando o somos, é um sinal de que reconhecemos nossas limitações e fraquezas. E isso se chama autoconhecimento. Estado de presença da consciência.

Quem se cobra e culpa o tempo todo, certamente vai encontrar mais dificuldade em admitir seus erros e aprender com eles.  Para essas pessoas, errar é sinônimo de inferioridade e humilhação, e elas tentarão a todo custo escondê-los das outras pessoas, ou, quando eles vierem a tona, não saberão admitir, porque seria como se desnudar perante a sociedade.

Pedir desculpas pode não reparar os erros, mas é o primeiro sinal de “grandeza” (não sei se esta seria a palavra certa).  Tentar consertá-lo é o segundo passo, com muita conversa, clareza e honestidade para que as conseqüências não sejam tão desastrosas e que todos possam se beneficiar aprendendo com eles.


Podemos pedir desculpa, mesmo quando não fomos solicitados a isso. E não é difícil, creia. Basta deixar o egozinho tirano de lado para experimentar essa sensação de plenitude que é se redimir. A razão é o que menos importa nesses momentos, e sim a nossa capacidade de reinventar, aprender e transformar toda a carga negativa de um equívoco em leveza, plenitude e doçura. 

Nenhum comentário: