quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Metas falíveis do ano novo





Mais um ano começa. Com ele uma mala grande de expectativas que vamos carregar até o fim, ora decepcionados por coisas que poderiam ter sido e não foram, ora realizados pelas metas que conseguimos cumprir até o final. 

Chega o fim do ano e todos estão ansiosos para que ele termine logo. Parece que o novo sempre causa entusiasmo e esperança de mudanças. Isso é bom, é como se ganhássemos uma página em branco para escrevermos tudo de novo. Mas o fato do calendário trocar, não significa que seremos pessoas diferentes. Eis o mistério porque muitas vezes essas metas anuais são um verdadeiro fracasso. Boas intenções são sempre solapadas por nossas atitudes. A mudança é algo que precisamos experimentar dentro de nós, verdadeiramente.  Enquanto isso não acontece, não vai ser a sua lista, ou a cor da sua roupa do ano novo que irá mudar alguma coisa. 

Eu, particularmente, desisti de fazer metas anuais. Agora faço metas para a vida, porque o tempo é tão relativo, insuficiente em alguns momentos que 365 dias pode ser pouco ou uma eternidade. Metas para a vida em movimento: corta alguma coisa, adapta outra e acrescenta conforme o nosso próprio ritmo individual, nossa vontade interior. 

Há um espaço sagrado dentro de cada um, que pode ser percorrido todos os dias do ano. Nele todo o tempo é a eternidade. Muitas vezes não conseguimos acessá-lo por falta de vontade e pelas circunstâncias da vida que vão nos cegando lentamente. Mas não há porque desesperar. Cada indivíduo tem o seu próprio relógio, alarme, sininho para despertar. Enquanto isso não acontece vamos sambando pelos véus de maya.

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