segunda-feira, 9 de junho de 2014

O poder transformador do SIM



Já faz algum tempo que ando acompanhando um blog/projeto muito maravilho, chamado Gluck, que investiga a felicidade. Cada texto sempre chega até a mim no momento mais propício e um dos que mais me emocionei  foi o Sim! Por favor, leia esse texto.

Uma palavra tão pequena e de uma intensidade incrível, SIM! E como a Karin escreveu, é ela a origem de todas as coisas. Se não ousássemos a arriscar, a aceitar toda a jornada, jamais sairíamos do lugar. São os todos os sins que damos ao longo da vida que nos faz experimentar todos os tipos de experiência. E a cor da vida mora bem ai, na nossa capacidade de mergulhar no abismo que é o viver. E só podemos dar este salto quando temos coragem o suficiente para dizer sim. 

E quando li este texto da Karin, lembrei de um texto do Osho, que se chama “O sagrado sim”, que reproduzo abaixo:

“As religiões no passado ensinaram às pessoas uma atitude negativa. As antigas religiões dependem do "não faça": não faça isto, não faça aquilo. Toda a visão delas é: como negar a vida. Pensam que negando vida estarão mais próximas de Deus, e isto é um absurdo. Vida é Deus – negá-la é negar o próprio Deus.

Necessitamos de um coração com um grande sim declarado. E o sim tem que ser tão total que contenha em si mesmo o não. A luz tem que ser tão total que a escuridão se torne uma parte dela. A Vida tem que ser tão total que a morte se torne apenas um episódio dela. E quando a pessoa pode dizer um grande sim para tudo o que existe – para a escuridão, para a luz, para as agonias da vida e para os êxtases da vida, para o corpo e para a alma, para a terra e para o céu – quando a pessoa pode dizer sim a tudo o que existe, isso se torna um sagrado sim. E meu sannyas é baseado no Sagrado Sim. É uma visão totalmente nova.

O não tem que ser dissolvido no sim. As religiões antigas eram, de alguma maneira, suicidas. Elas murcharam as vidas das pessoas. Elas eram escapistas. Não permitiram o amor, não permitiram o relacionamento, não permitiram que a multiplicidade e a riqueza da vida fossem vividas, desfrutadas, experienciadas. Elas ensinaram as pessoas a escapar da vida e de suas múltiplas experiências, a viver em monastérios, a renunciar. Elas eram baseadas no não. Toda a filosofia delas está contida no não. E a pessoa que era muito hábil na negação tornava-se um grande santo aos olhos delas. Essas pessoas tinham algo de masoquismo, eram neuróticas, mas por causa da filosofia do não, neuróticos se tornaram santos; eles eram adorados. Eles estavam se envenenando lentamente, porque quando você diz não para você mesmo, você está se envenenando.

O Sim é doador da vida. E o sim não pode ser parcial; tem de ser total. O Sim não tem que ser algo contra o não, caso contrário será parcial. Sim tem que ser tão enorme, que contenha o não em si mesmo. E quando o sim é tão enorme, tão grande, tão infinito, que é capaz de conter seu oposto, então ele se torna um Sagrado Sim.

Sannyas é um Sagrado Sim para a vida e tudo o que ela contem. E para viver com este sim é necessário coragem!

Viver com este sim significa que se está pronto para se dissolver na existência, que a gota de orvalho está pronta para cair no oceano. Mas no momento em que a gota de orvalho cai no oceano ela também se torna o oceano".

O Sim é uma resposta positiva da vida, é uma forma de viver e uma escolha também.  A verdade é que tanto o sim, quanto o não são expressões muito poderosas que revelam quem somos e como enxergamos o mundo.  A diferença é que o sim pode te jogar além da margem, e o não aumentar as barreiras até a margem, de modo que a travessia torna-se mais difícil.


Enquanto estivermos presos nas dicotomias da vida, prefira o sim. 

Um comentário:

norma disse...

Flor, Parabéns!
As ideias estão tão lindamente concatenadas que torço para que esse 'estado de graça' perdure, para tua satisfação e para nossa alegria. Um caloroso abraço, Norma