sexta-feira, 11 de julho de 2014

O hiato entre vida e morte


É muito comum ouvir por ai que nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Quem entoa isso feito mantra, acaba se esquecendo que nesse intervalo entre nascer e a morrer existe um hiato chamado vida. E ninguém vive em absoluta reclusão, muito menos seria feliz assim.

Obviamente que passamos por ciclos que necessitamos nos reconstruir e entrar no nosso casulo para amadurecer certas reflexões, mas isso não significa que sabedoria é permanecer na caverna interior. Sabedoria é se relacionar com o mundo e manter sua caverna; trocar experiências com as outras pessoas e ter a humildade de aprender com elas.

Vide Buda e Jesus, que souberam fazer isso com tanta maestria que seria um grande egoísmo se recolher com tanta coisa para ensinar ao mundo. A evolução é sempre uma experiência em conjunto e compartilhada. Experimenta mais doses de felicidade e alegria quem se movimenta, quem saboreia das boas companhias.

Acredito que podemos escolher entre fazer uma jornada solitária ou não. Eu, particularmente, penso neste momento, que ao sairmos da nossa própria esfera egóica podemos aprender mais e sermos mais felizes. Quando somos expansivos na nossa reclusão nos tornamos egoístas e não sabemos mais como se relacionar com o mundo, muito menos como aprender e trocar com ele. 


Creio no silêncio e na paz interior, mas creio com muito mais força que juntos podemos mais. E nem precisa deixar de lado os seus momentos de solidão, de solitude, de silêncio e de paz, basta harmonizar os pólos. 

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